sábado, 19 de janeiro de 2013

A semente do Diabo

Dúvidas...quem não as tem!
É um estado de espírito ou sentimento caracterizado pela ausência de convicção, em oposição directa à fé e ao saber. Ela é a incerteza ou desconfiança em relação a uma idéia.
Citando William Shakespeare:
"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar". Mas, se por um lado, a dúvida é apenas um receio calculado por um adulto para não cometer nenhum erro, outro lado há, bem mais obscuro.
Na verdade, em terminologia jurídica, diz-se e defende-se "in dubio pro reo", ou seja, em caso de dúvida, favorece-se o arguido mas, na vida real, quotidiana, a dúvida, em nada favorece.
O que começa por ser uma impressão, depressa se instala e comanda a nossa mente. E, de repente, já não há credibilidade porque a dúvida consumiu-nos totalmente, como um veneno que ataca o nosso sistema.
Mas uma coisa é certa, para o bem ou para o mal, a dúvida é a ante-sala do conhecimento.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Profissões e profissionalismo

À medida que o tempo vai passando, eu vou pedindo, com mais afinco, para não ficar semelhante a alguns colegas.
Custa-me pensar na profissão como um meio para atingir um fim, neste caso, fazer dinheiro. Lógico que, qualquer profissão tem isso subjacente, e, ainda bem, porque não trabalhamos pro bono. Eu encaro a profissão com paixão e, felizmente, conheço outras pessoas que são assim. 
Na minha óptica, devemos ver o problema do cliente como se tratasse de um nosso. Estudar com o mesmo empenho e sermos profissionais. Lutar pelos interesses dos nossos representados. Somos "gladiadores de fato"!
Ao sermos profissionais, devemos pôr o cliente sempre a par dos acontecimentos mas, ao invés, são os clientes que, muitas vezes, andam atrás dos seus advogados. A tentarem saber como vai o assunto confiado e outras coisas mais. Por vezes, até dão dicas sobre a hipotética resolução.
São os clientes o nosso ganha pão por isso devemos-lhes respeito e, acima de tudo, profissionalismo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

"Quem não sente, não é filho de boa gente!"
Devo acrescentar que, quem não gosta de animais nem de crianças, não é boa gente, de certeza.
Vejo pessoas que mais parecem robots, que se incomodam ao ouvir as risadas de crianças. Por certo, esquecem-se que, um dia, também já foram crianças. Não entendo, da mesma forma que, também me custa a compreender que haja pessoas que não sintam vontade de afagar um gatinho ou um cão, quando passam por eles.
E ambos são tão necessários e fazem tão bem aos adultos!

 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A irresponsabilidade personificada

Por onde começar?

Ser pai não é apenas gerar vidas.
Ser pai é muito mais, é estar ali, presente, marcando todos os momentos e contribuindo para a alegria da família.

Ser pai é participar, regando com carinho, amor e atenção, o fruto novo que necessita de cuidados para que se possa desenvolver e crescer saudável.

Ser pai é acompanhar todos os passos do filho, oferecendo, além de carinho e amor, segurança, bem-estar, educação e lazer. 

Ser pai é ser amigo, companheiro, compreensivo e confidente, é saber ouvir com o coração aberto. É estender a mão, não só na alegria, mas, principalmente nas adversidades.

Ser pai é carregar o filho no colo, brincar, correr, saltar. É encher de alegria o pequenino ser. É também corrigir, sem, contudo, ofender a integridade física, fazendo com que o filho aprenda a ter respeito e não medo. 


No entanto, este pai, somente gerou uma vida, nunca esteve presente e tão-pouco contribuiu para a harmonia familiar. Até os seus deveres apenas são cumpridos porque é coagido a fazê-lo. Já furtou a própria filha e continua a prejudicá-la ao fazer seus montantes que são para ela. Agora, a acrescentar à pensão de alimentos retém também abonos de família.

Mas tudo tem um preço... E esta pessoa que dá valor às coisas erradas, vai, no futuro, encontrar-se muito perdido e, quase aposto, sozinho e sem saúde.

 

sábado, 22 de setembro de 2012

Portugal, a quanto custo?


Estamos a viver uma época de múltiplas crises... Não é somente a crise económica; esta deu origem a várias outras, nomeadamente, crises relativas à orientação religiosa, crises familiares, crises sociais, até mesmo, crises de identidade.
Os anteriores governantes deixaram o país a saque, não desempenharam cabalmente as suas funções, não representaram os interesses do povo português e, o resultado está à vista.
O buraco é cada vez maior e, para se remendar de um lado, rebenta-se do outro. Inevitavelmente medidas terão de ser tomadas mas a lógica que as subjaz é viciada. O exemplo deve ser dado a partir de cima e não começar por baixo.
Se cortassem as gorduras da máquina estatal, certamente não seriam necessários os sacrifícios das classes baixa e média.
Portugal tem de escolher, de forma certeira, as medidas a aplicar. Senão vejamos: a população está envelhecida mas não há incentivos à natalidade; a segurança social tem de pagar muitas pensões e apoios sociais, no entanto, se se apostasse no emprego, mais pessoas trabalhariam e, por conseguinte, contribuiriam para a segurança social. Também os apoios reduziriam dado que, estando as pessoas empregues, não necessitariam de subsídios de desemprego ou rendimentos sociais.
Os jovens são os mais atingidos pelo flagelo do desemprego; altamente qualificados, nada mais resta senão trabalhar numa loja ou caixa de supermercado. E caso não estejam satisfeitos, a porta da "rua" é a serventia da casa...Não conseguindo aqui emprego, emigram. Esta é a máxima de "quem está mal, muda-se". 
Não é solução, devemos ficar e lutar pelos nossos direitos. Por isso, fiquei maravilhada com a manifestação que aconteceu, faz hoje, exactamente, uma semana. O povo saiu à rua e mostrou o seu descontentamento.
Dessa manifestação deveria resultar um exame minucioso à consciência dos que governam o nosso país.
Aguardo ansiosamente por isso ou...será que já não têm consciência?

domingo, 22 de abril de 2012

Trabalhos ou sarilhos?

Ultimamente tenho dado o "litro" para que as coisas corram bem. Mas nem por isso estou tranquila pois há factores vários que não consigo controlar. E saber que um deles pode destruir todo o meu trabalho deixa-me melindrada. Falhar não é uma opção para mim e, se por ventura, o pior acontecer sei que sarilhos vão haver. Mas, não quero pensar negativo...Sacrifícios têm sido feitos e não podem ter sido em vão. Sei que o caminho é longo mas espero chegar ao fim, VENCEDORA!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O meu PAI

Como qualquer outro ser humano, o meu pai terá defeitos mas as suas qualidades são bem patentes nesta história (da vida real) que aqui conto.
Todos os dias falamos ao telefone e, num desses telefonemas, o meu pai confidenciou-me que estava muito abalado. De imediato, perguntei-lhe o que o estava a incomodar. Frequentador assíduo do Pingo Doce da sua área de residência, reparou num pedinte, novo, educado e até nem tinha mau aspecto. O rapaz frisou que não queria €, mas tão-somente algo para comer. O meu querido pai, com o seu gigante coração, depressa lhe disse para entrar com ele no supermercado mas o rapaz não queria por já ter sido posto fora. Ora como a teimosia também consta das qualidades (ou defeitos?) do meu pai, o rapaz entrou mesmo. A ordem do meu pai dirigiu-se à secção das refeições: disse para lhe darem todos os dias o almoço e ele pagaria essa despesa. Os funcionários acederam ao pedido/ordem. Disse-me o meu pai que estava uma pilha, ai de alguém que tentasse pôr o rapaz dali para fora, mas isso não aconteceu. O rapaz ficou muito agradecido. Depois, conforme o combinado, no final da semana lá foi o meu pai pagar os almoços mas o rapaz tinha desaparecido. Veio a bomba: no supermercado contaram a vida amarga deste jovem de 25 anos. Tinha emprego, casa, uma vida mediana mas estável. Perdeu o emprego e isso foi o começo do fim. Perdeu tudo, até a casa. Andava na rua e teve a sorte de se cruzar com um bom samaritano. Mas isso não bastou e, o rapaz, suicidou-se. Como é de se esperar o meu pai ficou muito incomodado e ainda está a digerir isso.
Mas, no meio desta tragédia, fica uma certeza da qual nunca tive dúvidas: o meu pai tem um grande coração. Amo-te Pai.